Reconstrução Mamária com o uso de Expansor

perguntas_frequentesVocê estará prestando uma grande colaboração a “você mesma” lendo com atenção as observações que faremos às inevitáveis perguntas que todas pacientes candidatas à cirurgia de reconstrução mamária com expansor costumam fazer ao seu Cirurgião Plástico.

1) O que é a cirurgia de Reconstrução Mamária com expansor?
A cirurgia consiste em colocarmos um “balão” abaixo do músculo na região onde será reconstruída a nova mama. Este balão (prótese expansora) será cheio colocando soro fisiológico semanalmente, e com o passar do tempo criará um espaço para colocação de prótese de silicone definitiva. Durante este processo de expansão, comparamos as mamas para torná-las o mais parecido possível. Este tipo de reconstrução é feito em dois tempos:
1° tempo — colocação do expansor
2º tempo – colocação da prótese definitiva

2) As minhas mamas ficarão iguais e com sensibilidade após a cirurgia?
Esta cirurgia quando é feita no mesmo tempo cirúrgico da mastectomia (retirada da mama) permite uma maior sensibilidade na área de reconstrução, o que não acontece quando a reconstrução é feita tardiamente. Com os novos avanços da forma da prótese de silicone (em forma natural ou em gota), temos tido uma resposta muito satisfatória e aceitação por parte das pacientes. Salientamos que nossa preocupação é tornarmos as mamas o mais parecido possível (forma, tamanho e projeção do cone mamário).

3) Ouvi dizer que o silicone poderá ser prejudicial para minha doença?
No ano de 1993 houve uma dúvida com relação ao silicone nos EUA, levantando a suspeita de que o silicone poderia causar ou favorecer o aparecimento do câncer de mama. Nenhuns destas afirmativas foram confirmados. No Brasil, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica fez um levantamento junto com os colegas e com os oncologistas para se saber se realmente havia confirmado esta suspeita. Depois de muita discussão, chegou-se a conclusão que a afirmativa não era verdadeira e o silicone passou a ser usado inclusive nos EUA.

4) Quem se submeteu a radioterapia e/ou a quimioterapia poderá fazer esta cirurgia?
A Quimioterapia não traz nenhum problema para a reconstrução com expansor. Chamamos a atenção para os dados hematimétricos (exames de sangue) estejam normais. A radioterapia é uma contra-indicação relativa para a reconstrução com o expansor  porque a pele irradiada perde sua elasticidade. Esta técnica tem suas indicações precisas, que deve ser conversado com seu médico.

5) Que tipo de cicatriz eu terei na mama reconstruída?
A cicatriz quem vai determiná-la é o Mastologista. Nos casos de reconstrução tardia a cicatriz é a mesma da mastectomia. Nas reconstruções imediatas temos mais opções, porém, deverá seguir técnicas para retirada da doença com margem de segurança. Normalmente a cicatriz é oblíqua, acompanhando o desenho do músculo peitoral. Para melhor esclarecê-la sobre a evolução cicatricial, vamos relatar os diversos períodos pelos quais as cicatrizes passarão:

a) Período imediato: Vai até o 30º dia e apresenta-se com aspecto pouco visível. Alguns casos apresentam uma discreta reação aos pontos ou curativo.

b) Período mediato: Vai do 30º dia até o 12º mês. Nesse período há o espessamento natural da cicatriz, bem como inicia-se uma mudança de cor da mesma passando para mais escuro que vai, aos poucos, clareando. Este período é o que mais preocupa às pacientes. Como não podemos apressar o processo natural da cicatrização, recomendamos às pacientes que não se preocupem, pois, o período tardio se encarregará de diminuir os vestígios cicatriciais.

c) Período tardio: Vai do 12° mês ao 18º mês. Neste período, a cicatriz começa a tornar-se mais clara e menos consistente, atingindo assim, o seu aspecto definitivo. Qualquer avaliação do resultado definitivo da cirurgia, no tocante à cicatriz, deverá ser feita após este período.

6) Ouvi dizer que algumas pacientes ficam com cicatrizes muito visíveis.
Certas pacientes apresentam tendência à cicatrização hipertrófica (grossa) ou ao quelóide. Essa suspeita, entretanto, poderá ser prevista, até certo ponto, durante a consulta inicial, quando lhe fazemos uma série de perguntas sobre sua vida clínica passada, bem como a análise das características familiares, que muito nos ajudam quanto à suspeita das cicatrizes hipertróficas. Geralmente, pessoas de pele clara possuem menor tendência a esta complicação. Isto, entretanto, não é uma regra absoluta. A análise dos antecedentes, como já dissemos, nos facilitará o prognóstico cicatricial.

7) Como ficarão minhas novas mamas em relação ao tamanho e consistência?
Nós podemos aumentar ou diminuir o volume da mama através da cirurgia para termos uma semelhança com a mama sadia. Além disso, pretendemos melhorar sua consistência e forma com a cirurgia. Assim é que, neste caso, pode-se escolher o novo volume, pois dispomos de vários tamanhos de peça de silicone, o que facilita a obtenção da maior semelhança das mamas. A intenção inicial é mantermos a mama sadia como referência de forma e tamanho para a reconstrução, e só em último caso fazer uma intervenção.

8) O que acontecerá após a colocação do expansor?
A colocação do expansor é a primeira etapa da reconstrução. Após a retirada dos pontos começamos a expansão da mama semanalmente. Colocando 10% do volume total em cada sessão, ou seja, se o volume do expansor for de 500 mL, teremos 10 sessões de expansão de 50 mL cada. Durante este período comparamos o tamanho das duas mamas para sabermos o volume que necessitaremos. Após o período total de expansão, marcamos a segunda etapa que é a colocação da prótese definitiva.

Há disponível, atualmente, expansores (chamados expansores permanentes) que não precisam ser trocados por uma prótese de silicone, dispensando uma nova cirurgia para essa troca.

9) Como ficarão o mamilo e a aréola desta nova mama. Poderão ser reconstruídos?
Sim. Após a reconstrução da mama normalmente esperamos cerca de 04 meses para fazer a aréola e o mamilo. Esta etapa poderá ser feita em regime ambulatorial, ou seja, não há necessidade de internação. Esta reconstrução do Complexo Aréolo Mamilar poderá ser feita por tatuagem, por tecido do próprio corpo ou tecido da mama sadia. Esta decisão deverá ser tomada em conjunto com seu médico.

10) Existe algum risco nesta cirurgia?
Raramente a cirurgia de reconstrução mamária com expansor traz sérias complicações, desde que realizada dentro dos critérios técnicos. Isto se deve ao fato de se preparar convenientemente cada paciente para o ato cirúrgico, além de avaliarmos a necessidade de fazermos juntos esta cirurgia com a mastectomia. O perigo não é maior do que uma viagem de avião.