6 dicas para fazer cirurgia plástica com segurança

Diante de tantas notícias sobre morte de mulheres após realização de cirurgias plásticas irregulares, preparamos 6 dicas para você realizar seu sonho com segurança

  1. Busque referências sobre o cirurgião

Além de indicações de suas amigas e de outros médicos, vá atrás de informações sobre a formação do cirurgião. De acordo com o médico cirurgião plástico Dr. Sérgio Eduardo de Menezes e Souza, a formação em Cirurgia Plástica exige do médico dois anos de treinamento em Cirurgia Geral, além de três anos em treinamento exclusivo em Cirurgia Plástica. Ao final deste período é necessário fazer uma prova para conseguir o credenciamento junto à Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. “Resumindo, são 11 anos de formação: 6 de graduação em Medicina, 2 de treinamento em Cirurgia Geral e 3 de treinamento em Cirurgia Plástica”, explica.

  1. Reflita sobre o que te incomoda

Não se deve submeter a uma cirurgia por influência de outras pessoas. Cada organismo reage de um jeito à cirurgia. “Se realizarmos o mesmo tipo de cirurgia em gêmeas idênticas, o resultado não será idêntico. Cada paciente é único e, portanto, com resultado único”, ressalta o médico.

  1. A saúde tem que estar em dia

Se a pessoa está muito acima do peso, ou é fumante, ou é hipertensa, diabética, entre outros, a cirurgia pode não ser autorizada pelo médico. Por isso, uma conversa sincera com seu médico é fundamental.

  1. Faça uma lista completa de todos os medicamentos que você vem tomando

O ácido acetilsalicílico (componente da aspirina), antiinflamatórios e alguns antidepressivos são incompatíveis com algumas drogas anestésicas usadas no pré-operatório. Mais recentemente, descobriu-se que o ginseng, a gincobiloba, e a vitamina E podem interferir na coagulação do sangue, causando hemorragias. Dr. Sérgio explica que o consumo desses medicamentos deve ser suspenso 15 dias antes da realização da cirurgia, para que o corpo metabolize totalmente a droga. Os cuidados precisam ser redobrados no caso do ginseng, que demora para ser eliminado no organismo”.

Há também um cuidado com os anticoncepcionais. “O problema das pílulas e da reposição hormonal é o aumento da possibilidade de trombose. Mas calma, nem sempre é preciso suspender o uso porque existem medidas eficazes para prevenir o problema, como o uso de anticoagulantes, meias elásticas e massageadores para as pernas”, explica o médico.

  1. Faça cirurgia em um ambiente adequado

São raros os casos de infecção quando a cirurgia é realizada em um hospital ou clínica que obedece todas as normas (equipamentos de anestesia atualizados, monitores multiparamétricos, que servem para verificação permanente de pressão, freqüência cardíaca, respiração, saturação de oxigênio e de CO2 e traçado eletrocardiográfico, ou seja, monitoração do coração).

Além disso, é preciso um ressuscitador e desfibrilador para casos de emergência, como uma parada cardiorrespiratória. Um anestesista competente, zeloso e que permaneça ao lado do paciente durante a cirurgia, qualquer que seja a anestesia (geral, peridural ou sedação) também é imprescindível.

Nem pense em fazer uma plástica num consultório, sem as mínimas condições de higiene e médicos capacitados para atenderem às necessidades de seus pacientes.

  1. Respeite o pós-operatório

Seguir as orientações médicas depois da cirurgia é parte importante do processo. “As recomendações sobre repouso, atividade física, exposição ao sol, direção de veículos, alimentação e uso da medicação e de cintas cirúrgicas também são critérios de segurança”, explica Dr. Sérgio. Deixar de fazer o que o médico recomenda abre portas para o surgimento de infecções, manchas, aderências, fibroses e problemas de cicatrização.

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