Cirurgia plástica para modelar o corpo – exija médicos capacitados

Como em toda cirurgia plástica, é sempre imprescindível procurar profissionais qualificados e registrados na Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Mas a reincidência de erros, inclusive fatais, em cirurgias para contornos corporais acende uma preocupação e um alerta – a necessidade de buscar profissionais realmente qualificados.

O médico verdadeiramente especialista em Cirurgia Plástica está vinculado à duas entidades que regulamentam e fiscalizam o exercício profissional – o Conselho Regional de Medicina e a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Ambas as entidades disponibilizam site na internet para consulta pública acerca da formação profissional.

Já os profissionais que se intitulam especialistas em medicina estética tentam, na verdade, exercer algumas áreas profissionais participando de cursos de fim de semana sem o rigor do treinamento e formação das especialidades médicas vinculadas ao Conselho Regional de Medicina e Associação Médica Brasileira – uma vez que a medicina estética não é especialidade reconhecida pelas duas entidades supracitadas.

De acordo com médico cirurgião plástico, Dr. Sérgio Eduardo de Menezes e Souza, a formação em Cirurgia Plástica exige do médico dois anos de treinamento em Cirurgia Geral, além de três anos em treinamento exclusivo em Cirurgia Plástica. Ao final deste período é necessário fazer uma prova para conseguir o credenciamento junto à Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. “Resumindo, são 11 anos de formação: 6 de graduação em Medicina, 2 de treinamento em Cirurgia Geral e 3 de treinamento em Cirurgia Plástica”, explica.

Quais os principais perigos aos pacientes que se submetem aos tratamentos com não-especialistas médicos?

Segundo Dr. Sérgio, o principal risco é este profissional não apresentar formação adequada para o tratamento solicitado, ou seja, ele não é especialista credenciado por órgãos reguladores para o exercício de uma área profissional, o que aumenta o risco de resultados desfavoráveis ou complicações.

As principais complicações que podem ser causadas pelos procedimentos estéticos estão relacionadas à perda exagerada de sangue, à desidratação e à tromboembolia de sangue ou gordura. “Por isso é fundamental avaliar individualmente a extensão do procedimento para cada paciente, ter um acompanhamento pós-operatório próximo e frequente e tomar todas as medidas para a prevenção da tromboembolia indicadas conforme a programação cirúrgica”, explica.

O importante, segundo Dr. Sérgio, é a pessoa refletir sobre o que a incomoda. Não se deve submeter a uma cirurgia por influência de outras pessoas. Outra dica fundamental é pesquisar sobre o Cirurgião e sua equipe. E, finalizando, procurar saber de outras pessoas operadas sobre o comprometimento do médico; além de passar pela avaliação propriamente dita e se certificar se o profissional lhe transmite confiança.

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